“Martin é um vilão de meia tigela”, diz Hugo Bonemer, que também assume “fase micareta”


Para o grande público, Hugo Bonemer, intérprete do galinha Martin da atual temporada de “Malhação”, pode ser um rosto novo, mas o rapaz, de fala mansa e simpatia ímpar, começou a estudar teatro aos seis anos e batalhou muito para se profissionalizar como ator. “Já ganhei 16 reais para fazer um mês de peça. Fazia faculdade, trabalhava em uma empresa e, claro, recebia ajuda dos meus pais. Não sei como conseguia”, lembra. Atualmente em cartaz no cinema no filme “Confissões de Adolescente” (ele é Lucas, par romântico de Sophia Abrahão), Hugo, que é primo do apresentador William Bonner, conta que não se incomoda ao ser associado ao jornalista. “Só não é legal se alguém me chamar de “primo do William Bonner” achando que está me desmerecendo, o que não faz o menor sentido”, afirma. Confira a entrevista exclusiva que Hugo Bonemer concedeu ao Folhetim:

Quando sua participação em “Malhação” foi divulgada, te chamavam muito de “o primo de William Bonner”. Isso te incomodou?
Quando eu morava em Maringá, era chamado de irmão do Bruno. Ele sempre foi um bom estudante então os professores me chamavam assim até decorar o meu nome. No Rotery Club eu era o filho do Christian. Minha mãe (Marcia Angeli) é uma bailarina bastante conhecida e, por muito tempo, fui associado à ela. Em São Paulo, eu era o menino de Maringá. Quando fui para o “Hair” (musical), no Rio, eu era o menino de São Paulo. Graças a Deus, sempre fui associado com coisas boas. A associação com o Bonner me dá orgulho. Não é legal se alguém me chamar assim achando que está me desmerecendo, o que não faz o menor sentido.

Você já fez cinema, teatro e uma série na TV. Qual é o grande desafio de atuar em uma novela?
Quando fiz “Preamar”, na HBO, o ritmo era bem diferente. Tinha poucas cenas para gravar por dia. Tinha 15 dias para gravar um capítulo. Na “Malhação” gravamos até dois capítulos por dia. É bastante desafiador ter que fazer o melhor possível, em pouco tempo e em poucas tentativas.

Você considera o Martin um vilão?
Só se for de meia tigela, pois ele não é capaz de fazer maldades e vilanias, o que caracteriza um vilão. Esta temporada de “Malhação” tem uma característica mais pura e ingênua, então, de repente, o fato dele ser galinha já é vilania para alguns.

O que você e o Martin têm em comum?
Nada. O Martin é muito galinha e eu sou legal (risos).

Você nunca teve uma fase galinha?
Eu tive a minha fase de curtir e fazer bastante micareta, mas estou bem sossegado. O Martin representa, na verdade, uma fase minha, mas não o que eu sou hoje. Mas eu defendo ele. Ele é um cara que se sente sozinho e faz um monte de burrada para encontrar alguém.

Você se inspira em algum ator?
Todos os atores que fizeram algo muito diferente e tentaram abrir caminho, me inspiram. A lista é enorme: Andrea Beltão, Rodrigo Santoro, Raul Cortez, Paulo Betti... Além de inspirações mais próximas como Brian Penido e Eduardo Tolentino de Araújo (ambos do Grupo Tapa - Teatro Amador Produções Artísticas). São pessoas geniais. Me sentia tão burro perto deles.

Você se profissionalizou como ator com que idade?
Foi uma profissionalização gradativa. Comecei a estudar teatro aos 6 anos e mudei de companhia para companhia, fazendo vários estilos diferentes de teatro. Já ganhei 16 reais para fazer um mês de peça. Fazia faculdade, trabalhava em uma empresa e, claro, recebia ajuda dos meus pais. Me formei em Comércio Exterior, mas trabalhei com isso até conseguir minha primeira peça (Bark). Não sei como dava conta. Tinha vezes que eu nem dormia.

Quais são seus planos para depois de “Malhação”?
Não sei o que vou fazer depois, mas tenho ficado feliz ao ouvir elogios de quem pode, eventualmente, me empregar.

O assédio das fãs te assustou?
Eu acho esta palavra tão forte, parece uma coisa horrorosa (risos). Nunca houve nenhuma reação agressiva, são todas (fãs) do bem. Agora no final do ano, a euforia aumentou um pouco, talvez por causa da mudança de horário de “Malhação”, que, graças a Deus, está sendo exibida mais tarde. Sempre ouço alguma coisa quando vou correr no calçadão, mas o carioca é muito elegante com o artista.

Você agora está solteiro, mas acha que este assédio pode prejudicar um relacionamento futuro?
Acho que não. Vou torcer para que não. Aliás, nunca pensei nisso, você me assustou. É assunto para terapia. Você acabou de fazer a minha terapeuta ganhar 350 reais (risos).

Fonte: Folhetim (Yahoo)

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